Com origem em Bordéus, os Vivid Vision são um duo francês formado por Raoul, na guitarra e voz, e Mathieu, responsável pelos sintetizadores, baixo, órgãos e máquinas de ritmos.
A colaboração entre os dois músicos começou num território mais próximo do rock psicadélico e do krautrock, mas foi progressivamente adquirindo uma identidade mais crua e angular. Atualmente, a música dos Vivid Vision move-se entre a energia do post-punk, a abrasividade do noise rock e uma abordagem marcadamente experimental.
Guitarras tensas, ritmos mecânicos e texturas eletrónicas conduzem o projeto por um espaço onde o caos e a dança convivem com uma atmosfera estranha e quase ritualista. A música do duo procura desfazer as fronteiras entre o real e o imaginado, como se cada composição decorresse dentro de um sonho lúcido e alucinatório.
Entre as referências apontadas pela própria banda encontram-se Beak>, SUUNS, Gilla Band, Sonic Youth, Big Black, Liars e Psychotic Monks. Mais do que reproduzir diretamente estas influências, os Vivid Vision partem desse território para desenvolver uma identidade própria, simultaneamente fria, física e inquietante.
Em maio de 2025, o duo apresentou uma sessão filmada numa antiga fábrica de rádios, composta pelos temas Sacrifice, Women in Masks e Time and Line. A atuação evidenciava já a dimensão visual e performativa do projeto, com a eletrónica, os riffs de guitarra e a repetição rítmica a formarem um ambiente próximo de uma cerimónia sonora.
Depois de uma digressão realizada na primavera de 2026, com passagens por França, Espanha, Bélgica, Chéquia, Hungria e Polónia, os Vivid Vision preparam agora o primeiro álbum de longa duração.
O disco de estreia tem lançamento previsto para fevereiro de 2027 e contará com dez faixas, com edições anunciadas em CD, vinil e cassete. O título do álbum e a lista definitiva de temas ainda não foram divulgados.
A componente visual voltará a desempenhar um papel importante nesta nova fase. Cinco músicas foram filmadas ao vivo num cenário construído com espelhos, pensado para produzir reflexos múltiplos e permitir a utilização de projeções de vídeo. Cada tema será apresentado dentro do seu próprio ambiente simbólico, prolongando para a imagem o universo sonoro do duo.
A banda descreve esta estética como minimalista, moderna, cortante e fria, mas atravessada por elementos fantasmagóricos que evocam os vestígios de um culto antigo. É nesse confronto entre precisão e estranheza, corpo e máquina, realidade e delírio que os Vivid Vision constroem a sua identidade.
A campanha de antecipação do álbum arrancou em setembro de 2026. O primeiro vídeo deverá ser divulgado em outubro, seguindo-se novos lançamentos em novembro e dezembro. Em janeiro de 2027 está previsto o início da pré-venda do disco e a apresentação de um quarto vídeo, antes da edição do álbum em fevereiro. A quinta e última sessão será lançada em março.
Está prevista uma digressão europeia dividida em duas partes: a primeira deverá decorrer entre abril e maio de 2027 e a segunda entre outubro e dezembro do mesmo ano. As datas serão anunciadas posteriormente nos canais oficiais do duo.
Com o álbum de estreia, os Vivid Vision procuram transformar o post-punk numa experiência simultaneamente sonora e visual — um espaço de tensão, movimento, repetição e desorientação onde o real deixa progressivamente de ser uma certeza.