Os ANVIL FX nasceram nos anos 1990 como projeto a solo do músico, produtor e compositor Paulo Beto. Radicada em São Paulo, no Brasil, a banda explora atualmente o minimal synth e o pós-industrial, com referências que incluem Crash Course in Science, Felix Kubin, Cabaret Voltaire e Esplendor Geométrico.
A formação atual conta com Bibiana Graeff, na voz principal e nos efeitos eletrónicos, Tatiana Meyer, nos vocais e sintetizador, e Paulo Beto, nos sintetizadores e programação eletrónica. O seu universo combina ruído abrasivo, ritmos dançáveis e letras minimalistas.
Em 2015, ainda como dupla formada por Paulo Beto e Bibiana Graeff, o projeto editou Prova de Biologia pela editora belga Daft Records. Em 2022, lançou Estado de Choque, o seu oitavo álbum, através da Nada Discos e da Noise Democracy Records. Dois anos depois, participou com três temas inéditos numa coletânea de electropunk da editora belga Lynch Law Records.
A relação com outras linguagens artísticas também faz parte do percurso dos ANVIL FX. Em 2018, apresentaram no L’Étrange Festival, em Paris, uma banda sonora original para acompanhar a projeção de Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins. Em 2024, desenvolveram Cosmos, um espetáculo multimédia em formato de pequena orquestra, reunindo instrumentos acústicos, eletrónica e artistas convidados.
Nesse mesmo ano, o grupo atuou em Portugal no Serralves em Festa, no Porto, integrado numa pequena digressão europeia que passou também pelo Lusosonic Festival, em Nice. Neste momento os Anvil Fx preparam o seu regresso à Europa, no próximo ano. Ao vivo, a banda descreve a sua proposta como uma experiência intensa, dançável e ruidosa.
Em outubro de 2025, chegou o EP Celebração da Aberração, pela Palatável Records, com três temas, entre os quais Ai Ia, que aborda os riscos da inteligência artificial. Já em setembro de 2026, o grupo participou em Arnaldo Baptista 7.8 — Canções Inesquecíveis Revisitadas, com uma versão de Cacilda, incluída no volume Jeans.