Formados durante o inverno de 2021, os Agatha Is Dead! começaram como uma parceria criativa entre a vocalista Lilly e o guitarrista Noah, que já faziam música juntos desde os tempos de escola. A entrada do baterista Joey Ramone Hansen e do baixista Arthur completou a formação atual. Entre as influências assumidas estão Joy Division e The Cure, referências que ajudam a perceber uma sonoridade onde post-punk, melancolia e tensão convivem com uma abordagem mais crua e imediata.
Grande parte de Concrete nasceu num processo particularmente concentrado. Em novembro de 2025, a banda isolou-se durante sete dias num estúdio na Floresta Negra, levando apenas algumas ideias iniciais. Quase todo o material foi desenvolvido durante essa semana, antes de ser gravado e misturado, entre janeiro e fevereiro deste ano, nos Hypertone Studios, com o produtor Valerio Claudio Massucci. A masterização ficou a cargo de Fabian Tormin.
O resultado explora sentimentos de isolamento, identidade fragmentada, perda e relações que tanto sustentam como sufocam. Essa tensão emocional atravessa um disco que procura equilibrar contenção e intensidade, sem esconder as referências à tradição post-punk de onde a banda parte.
O lançamento chega num momento de claro crescimento para o quarteto. Nos últimos meses, os Agatha Is Dead! passaram pelo SXSW, esgotaram com quatro meses de antecedência um concerto no Lido, em Berlim, e foram selecionados para o programa Wunderkind, do Reeperbahn Festival. Uma semana depois da edição de Concrete, a banda estará precisamente no festival de Hamburgo, seguindo-se uma digressão em nome próprio durante o outono e já com datas em 2027.
Concrete marca assim o primeiro grande capítulo discográfico de uma banda ainda em crescimento, mas que começa a ganhar espaço para lá do circuito underground alemão.
Foto: © Marvin Machler