ANTERA estreia-se a solo com «DELÍRIA», entre a tradição portuguesa e a eletrónica

A cantautora e performer algarvia Anaïs Thinon editou o seu primeiro álbum a solo a 9 de outubro. Com oito canções, «DELÍRIA» cruza memória, imaginação e transformação. O concerto de estreia está marcado para 6 de novembro, no Festival Pedra Dura.

Depois de integrar o projeto Orfélia, Anaïs Thinon inicia um novo percurso enquanto ANTERA. Natural de Lagos, a artista apresenta-se com «DELÍRIA», um disco que aproxima a música tradicional portuguesa da eletrónica e do dream pop.

O adufe, o cante e as harmonias vocais fazem parte das referências do álbum, em diálogo com sintetizadores, ritmos eletrónicos e processamento de voz. Segundo a apresentação do projeto, a intenção passa por transformar essas memórias musicais e explorar as possibilidades que surgem quando são colocadas noutros contextos.

Escritas ao longo dos últimos anos, as oito canções abordam o desamor, a perda, a violência e as relações entre gerações. O título traduz a alteração de perspetiva que pode acompanhar essas experiências. Nas palavras de ANTERA, «DELÍRIA» é um “lugar entre lucidez e sonho”.

A memória familiar surge logo em «MARAFADA», tema de abertura que dá voz à bisavó alentejana da artista, cuja história de fuga à violência doméstica é evocada como símbolo de resistência. A ligação entre gerações regressa em «ALÉM TEJO», dedicada às mulheres do passado, do presente e do futuro.

Noutras canções, o olhar alarga-se à violência da guerra, em «TALVEZ AMANHÃ SEJA PASSADO», ou à recuperação da autonomia e da voz, em «RAINHA», cuja imagem de partida é o grito de uma gaivota. «VALE DO AQUI» aborda o cuidado perante a intensidade da juventude, enquanto «MAL MIRANTE» regressa à experiência do primeiro desgosto amoroso.

A imaginação ocupa o centro de «SEREIA QUÂNTICA». A fechar o alinhamento, «COMO UM BIG BANG» procura uma possibilidade de reconstrução no meio da fragmentação. O tema, lançado a 24 de julho, foi o primeiro single de ANTERA e o avanço de apresentação do álbum.

Com composição, letras, voz, piano e sintetizadores assinados pela artista, «DELÍRIA» conta com Metamito, Sickonce, Diogo Lima e Zé Cruz na produção musical e mistura. A masterização ficou a cargo de Hugo Santos.

O projeto tem também uma dimensão visual, desenvolvida com o videógrafo e artista João Catarino e o coreógrafo e artista visual Daniel Matos. Cada faixa ganha um universo próprio, construído através de planos contínuos, personagens, paisagens e pequenos rituais, prolongando a relação entre música, imagem e performance.

Bandcamp

MAIS Recentes

Moonspell entre as novas confirmações do festival M’era Luna 2027

O festival alemão M’era Luna anunciou mais de vinte novas confirmações para a

Ghost Painted Sky revelam Kissing Lions, novo avanço de Failure Blooms

A banda norte-americana de darkwave e post-punk apresenta Kissing Lions, um novo single
erro: Content is protected !!

Newsletter

Descobertas, entrevistas e novidades da música alternativa. A Contra/Fase no teu email.

Ao clicar em “QUERO RECEBER”, confirmo que pretendo receber a newsletter da Contra/Fase e que li a Política de Privacidade.